domingo, 27 de maio de 2012

Desabafo sobre o jogo do Brasil

Então... Hoje tinha tudo pra ser um dia ótimo, caso o Brasil ganhasse, mas não foi bem assim.
Peguei o trem bem cedo, e já no trem tinham alguns brasileiros, e cada vez entravam mais brasileiros no trem. Cheguei em Hamburg, me encontrei com os outros intercambistas e então fomos pro estádio, e então acontece a primeira coisa chata do dia: não pudemos entrar com os cartazes no estádio. Mas porquê se aborrecer só por causa de alguns cartazes, né?!
Então entramos e o nosso ticket era pra ver o jogo do cu do mundo, mas que mesmo assim era bom, pelo preço em que arrecadamos: foi só 15 euros. Então, nós, brasileiros e intercambistas muito espertos, vimos atrás do gol duas fileiras totalmente vazias, e fomos sentar lá, nos lugares de 100 euros, pagando apenas 15 euros. Vimos todos os gols de camarote, porque todos os gols do jogo ocorreram no nosso lado. Até aqui, tudo ótimo!
Mas então veio o gol dos dinamarqueses, então eles, como maioria no estádio, pularam e derrubaram só um pouquinho de cerveja em mim e no meu celular. Cerveja suficiente para ele não funcionar mais.
Então eu emprestei dinheiro pros meus amigos, mas eles não tinham como me pagar hoje e eu estava pobre. O que mais? Minha amiga sumiu do estádio, então resolvi voltar pra casa, avisei minha família e então meu celular desligou e nunca mais ligou. Quando já havia pegado o trem, consegui falar com a minha amiga do celular de uma outra amiga, mas já era tarde demais, e vim pra casa mesmo. Fiquei um pouco preocupada, porque se alguma coisa acontecesse, como eu perder o trem, ou o Timm não estar em Glöwen me esperando, eu estaria só um pouco ferrada. Mas consegui chegar em casa!
Como se não bastasse, não fomos filmadas pelo Galvão! (mas aparecemos duas vezes no telão do estádio)
Como eu sou uma pessoa que grita bastante, fiquei um pouco rouca após ver meu país ganhando, então chega um gentil rapaz e me pergunta se a minha voz é sempre assim, máscula. Um soco em cada um dos olhos é o que ele merecia.
O importante é o que no fim das contas tudo deu certo: eu estou em casa, meu celular voltou a funcionar e minha amiga está bem.

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